“Nesse lugar nos falou de outro Salomão, o grande rei de Israel.
Comentou que ele fora um jovem que tivera um excelente início de vida. Não queria ouro, prata, nem poder político; queria o mais excelente tesouro: a sabedoria.
Diariamente bebia e respirava sabedoria, e seu reino progrediu sobremaneira, tornando-se um dos primeiros impérios antigos. E a relação com as nações vizinhas era regada de paz.
Mas o tempo passou, e o poder o embriagou.
Ele abandonou a sabedoria e começou a se envolver em inumeráveis atividades. Além disso, de tudo o que seus olhos pediam, ele se fartava, mas não se saciava. Por fim, deprimiu-se intensamente e teve a honestidade de dizer que tudo havia se tornado para ele uma fonte de tédio. Tudo era vaidade, nada nessa deslumbrante existência o animava.
O grande rei teve centenas de mulheres, palácios, serviçais, exércitos, vestes de ouro, honras e vitórias, como raramente algum outro rei o fez, mas se esqueceu de amar uma mulher e de prestar atenção nos pequenos lírios dos campos, que representavam a amizade e tantas outras coisas.
(...)
O sucesso é mais difícil de trabalhar que o fracasso. Como ocorreu com Salomão, o risco do sucesso é a pessoa se tornar uma máquina de atividades, esquecer o sabor das diminutas coisas e abandonar aquilo que só os sonhos podem alcançar.
A paisagem de uma fazenda, de um jardim, de um quadro, pode excitar mais a emoção do observador do que a de seu proprietário.
Deus democratizou o acesso aos melhores prazeres da existência.
Ricos são os que procuram esse tesouro, miseráveis são os que pensavam possuí-lo.”
Trechos do livro: O vendedor de Sonhos
Autor: Augusto Cury
Editora Academia
Ano 2008
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008
O conto do Rei Salomão
domingo, 9 de março de 2008
Machado de Assis (1839-1908)

A Academia Brasileira de Letras, instituição da qual Machado foi um dos fundadores, prepara ampla programação de eventos gratuitos. A partir de segunda-feira, ela estará disponível pelo site www.machadodeassis.org.br.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Vale... Vale tudo
TIM MAIA - Do Leme ao Pontal
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Acordar, viver
Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?
Ninguém responde, a vida é pétrea.
(Carlos Drummond de Andrade)
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
''Amor é o excesso que nos completa''
"No meio do caos,
Vem o amor
Quando nada parece estar acontecendo
Vem o amor
Complicado com o amor que não era amor
Vem o amor
No meio da vida
Vem o amor
E muda tudo o que veio dantes
E muda tudo o que veio depois"
trecho do livro - "O Amor que Move o Sol e as Estrelas"
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Por um Fio
- O que você espera que eu faça?
E ouviu a seguinte resposta:
- O que existe de mais difícil em nossa profissão: reconhecer o momento em que a morte é iminente e ajudar o paciente a atravessá-lo sem sofrer, conduzi-lo com sabedoria e arte, para permitir que a vida se apague em silêncio, como uma vela. Pena que não aconteça sempre assim.




