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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável...
Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...

Alguém que nos possa dizer:
Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga:
Sou seu amor! E estou Aqui!

William Shakespeare


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Às vezes é preciso recolher-se

O medo de perder o que se ama faz com que avaliemos melhor muitas coisas. Assim como a doença nos leva a apreciar o que antes achávamos banal e desimportante, diante de uma dor pessoal compreendemos o valor de afetos e interesses que até então pareciam apenas naturais: nós os merecíamos, só isso. Eram parte de nós./ O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeitada audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância./ Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes./ A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura./ Às vezes é preciso recolher-se". (lia lufty)

sábado, 1 de novembro de 2008

O amor que não pode

Ele pediu para ela levar a vida adiante e ela levou, mas se ele tivesse pedido para ela esperar, ela teria esperado. Se fosse para enlouquecer, ela teria pirado. Nada seria difícil demais.

Ele teria dado todas as rosas no dia dela, mas todas ainda não seriam o bastante porque o que ele quer dar não tem nome, não tem tamanho, não existe nem quando é grande demais. Ela sabe, ela chora, ela espera. Um mundo de cores e sonhos que ventam, que fogem, que chegam e se vão.

Eles sabem.

Ela tece vestígios de amor e ele finge que não é com ele só pra ouvir ela cantarolar baixinho seu nome no meio da imensidão. Um vazio tão grande de fundo e um mundo prestes a explodir diante deles.

Eles esperam.

Ele pára de respirar para que ela tenha um pouco mais da vida dele pra ela. Ela sabe. Morrem num sopro e se deixam levar pelo tempo. Pela sorte. Por amar.

Daia, que me segue no Twitter, no seu blog.
Digesto Cultural

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Amor virtual ou presencial

Escrevi isso a muito tempo atrás, você lembra?

Passada a euforia do reencontro depois de tanto tempo e toda onda de sentimentos e sentidos aguçados no inicio, estamos como antes, continuamos nos conhecendo tão pouco. Percebo que nesse mundo "blog" em que abriga seus sentimentos e que discute sempre com muito entusiasmo entre os freqüentadores, diante de um antigo e desafiador dilema: a eterna e humana procura pelo amor. Entre o virtual, o presencial e o avanço tecnológico é a visível angustia travada : o amor.

Nossa existência sobre a terra pode ser resumida nessa procura, mesmo entre a busca pela sabedoria, dinheiro , não importa, na verdade é o amor o objetivo final.

Por outro lado, todos esses avanços tecnológicos, que ironicamente, nos juntou novamente, afastam-me ainda mais de você. Mascarado em vida aparentemente prática, a tendência de continuar perdendo cada vez mais o contato direto intriga-me, uma espécie de anestesia social sem o tato, o olfato e paladar; Nesse mundo não vejo também a felicidade, filha dileta do amor, algo mágico que se multiplica ao ser dividido. Afinal, que graça pode haver em conquistarmos algo sem poder comemorá-lo com os nossos, queridos e próximos.

Por fim, não adianta sair procurando cegamente pelo amor presencial ou virtual, pois ele já existe dentro da gente. O que acontece é que geralmente está apenas dormindo, sedado e inerte pelas tantas barreiras que ao longo da nossa existência construímos contra ele. Nosso amor hiberna meu querido, esperando a primavera para despertar e realizar.



domingo, 15 de junho de 2008

Tenho trabalhado tanto...mas penso tanto em você



Tenho trabalhado tanto, mas penso sempre em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assentada aos poucos e com mais força enquanto a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos. Tão transparentes que até parecem de vidro, vidro tão fino que, quando penso mais forte, parece que vai ficar assim clack! e quebrar em cacos, o pensamento que penso de você. Se não dormisse cedo nem estivesse quase sempre cansado, acho que esses pensamentos quase doeriam e fariam clack! de madrugada e eu me veria catando cacos de vidro entre os lençóis. Brilham, na palma da minha mão. Num deles, tem uma borboleta de asa rasgada. Noutro, um barco confundido com a linha do horizonte, onde também tem uma ilha. Não, não: acho que a ilha mora num caquinho só dela. Noutro, um punhal de jade. Coisas assim, algumas ferem, mesmo essas que são bonitas. Parecem filme, livro, quadro. Não doem porque não ameaçam. Nada que eu penso de você ameaça. Durmo cedo, nunca quebra.

Daí penso coisas bobas quando, sentado na janela do ônibus, depois de trabalhar o dia inteiro, encosto a cabeça na vidraça, deixo a paisagem correr, e penso demais em você. Quando não encontro lugar para sentar, o que é mais freqüente, e me deixava irritado, descobri um jeito engraçado de, mesmo assim, continuar pensando em você. Me seguro naquela barra de ferro, olho através das janelas que, nessa posição, só deixam ver metade do corpo das pessoas pelas calçadas, e procuro nos pés daquelas aqueles que poderiam ser os seus. (A teus pés, lembro.). E fico tão embalado que chego a me curvar, certo que são mesmo os seus pés parados em alguma parada, alguma esquina. Nunca vejo você - seria, seriam?

Boas e bobas, são as coisas todas que penso quando penso em você. Assim: de repente ao dobrar uma esquina dou de cara com você que me prega um susto de mentirinha como aqueles que as crianças pregam umas nas outras. Finjo que me assusto, você me abraça e vamos tomar um sorvete, suco de abacaxi com hortelã ou comer salada de frutas em qualquer lugar. Assim: estou pensando em você e o telefone toca e corta o meu pensamento e do outro lado do fio você me diz: estou pensando tanto em você. Digo eu também, mas não sei o que falamos em seguida porque ficamos meio encabulados, a gente tem muito pudor de parecer ridículos melosos piegas bregas românticos pueris banais.
Mas no que eu penso, penso também que somos meio tudo isso, não tem jeito, é tudo que vamos dizendo, quando falamos no meu pensamento, é frágil como a voz de Olívia Byington cantando Villa-Lobos, mais perto de Mozart que de Wagner, mais Chagal que Van Gogh, mais Jarmush que Win Wenders, mais Cecília Meireles que Nelson Rodrigues.

Tenho trabalhado tanto, por isso mesmo talvez ando pensando assim em você. Brotam espaços azuis quando penso. No meu pensamento, você nunca me critica por eu ser um pouco tolo, meio melodramático, e penso então tule nuvem castelo seda perfume brisa turquesa vime. E deito a cabeça no seu colo ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos, no umbigo do universo. Você toca minha mão, eu toco na sua.

Demora tanto que só depois de passarem três mil dias consigo olhar bem dentro dos seus olhos e é então feito mergulhar numas águas verdes tão cristalinas que têm algas na superfície ressaltadas contra a areia branca do fundo. Aqualouco, encontro pérolas. Sei que é meio idiota, mas gosto de pensar desse jeito, e se estou em pé no ônibus solto um pouco as mãos daquela barra de ferro para meu corpo balançar como se estivesse a bordo de um navio ou de você. Fecho os olhos, faz tanto bem, você não sabe. Suspiro tanto quando penso em você, chorar só choro às vezes, e é tão freqüente. Caminho mais devagar, certo que na próxima esquina, quem sabe. Não tenho tido muito tempo ultimamente, mas penso tanto em você que na hora de dormir vezemquando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha e repito repito em voz baixa te amo tanto dorme com os anjos. Mas depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos. Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. Cl ack! como se fosse verdade, um beijo.

Caio Fernando Abreu, em Um Provável Devaneio



sexta-feira, 13 de junho de 2008

Conselho bom a gente paga.

Conselho do mendigo
Estava triste, desmotivado.
Sua mulher havia deixado de amá-lo.
Levantou da cama e vestiu-se naquela manhã de domingo.
Sem nada para fazer, saiu de casa e andou sem rumo.
Até aquele dia, nunca tinha reparado como era penoso viver sem amor.
Depois de andar durante horas, sentou-se à sombra de
uma árvore frondosa no banco de uma praça,
de cabeça baixa
Ao seu lado, sentou-se um homem que, pelo seu aspecto,
pareceu-lhe um mendigo.
Quase se levantou para seguir o seu caminho,
mas o sorriso do homem o reteve.
Aos poucos, se estabeleceu um diálogo e uma animada
conversa que se estendeu por horas.
Finalmente, levantou-se do banco,
deixando dinheiro na mão do mendigo.
Sua postura já estava diferente.
Agora, com passo enérgico, voltou para casa,
tomou banho, fez a barba e se vestiu com todo cuidado.
Saiu sem dar explicações e sua mulher, que já não o
amava, se mostrou levemente curiosa com a sua
nova atitude.
Voltou à noite, bem tarde.
No dia seguinte, cumprimentou gentilmente sua
mulher e foi trabalhar.
Na volta, vestiu um short, calçou tênis e fez uma
longa caminhada noturna.
Dormiu com excelente disposição.
O dia seguinte foi igual, talvez melhor.
Sua mulher, que não o amava, e seus filhos se
surpreenderam. Parecia ter perdido a tristeza.
Ganhara uma força e uma elegância que a família
nunca antes tinha notado.
Continuou a ser gentil com a mulher mas nunca mais
lhe pediu desculpas ou explicações, nem exigiu que
fizesse amor com ele.
Passaram-se semanas.
A atitude do marido continuava firme e a disposição
otimista instalou-se de vez.
A mulher sentia-se cada vez mais intrigada com a
mudança miraculosa do marido e teve mais simpatia
por suas novas atitudes, sábias e moderadas.
Embora ela persistisse em não amá-lo, ele melhorava
seu desempenho como pessoa e como pai.
Agora, os amigos o procuravam.
Era evidente que tinha se transformado num homem sábio
Quanto a mim, que sou uma pessoa extremamente curiosa
fui à mesma praça onde estivera o homem a fim de
procurar o mendigo...
Pude reconhecê-lo imediatamente.
Sem vacilar, sentei-me a seu lado.
Apresentei-me e perguntei o que ele tinha dito para o
homem...
Sorrindo, o mendigo me respondeu:
"Ah, lembro... Não dei grande conselho.
Disse-lhe apenas que, com minha experiência
de mendigo, aprendi que nunca se deve pedir
dinheiro e, pelas mesmas razões,
jamais se deve suplicar amor
Essas são duas coisa que sempre nos negam
quando as pedimos".
E sorrindo, acrescentou:

"O dinheiro, a gente ganha;
o amor a gente conquista...".


Não me pediu nada... mas eu lhe
dei 100,00 ...


Alberto Goldin


domingo, 8 de junho de 2008

Paixões extravagantes - Sérgio Roveri

Se você tem um namorado ou namorada que pertença à sua espécie, fale o seu idioma, viva no mesmo território e com quem você ainda consiga manter uma relação harmoniosa que independa de conflitos políticos, familiares ou financeiros, aqui vai um conselho: no próximo dia 12, comemore com convicção o fato de ter sido tão abençoado pelo amor. Porque a história é pródiga de exemplos de casais contra quem o destino parece conspirar o tempo inteiro. E não estamos falando apenas de Romeu e Julieta, não.
Caso tivesse existido desde sempre, o Dia dos Namorados dificilmente seria comemorado sem constrangimento por uma lista infindável de amantes, que habitam tanto a literatura quanto o teatro, o cinema, a televisão, a música e até o inocente universo dos desenhos e da animação. Um exemplo: em que bistrozinho romântico o Caco, aquele sapo verde que comanda a turma do Muppet Show, seria bem-vindo ao lado de sua fiel companheira, uma porca cor-de-rosa e de pavio curto chamada Piggy? Será que Maude, a velhinha simpática da peça Ensina-me a Viver, não atrairia olhares curiosos se convidasse para dançar seu namorado Harold, 60 anos mais jovem que ela e eternamente deprimido?
O amor não costuma, mesmo, ser convencional. E isso não é de hoje. O todo-poderoso Zeus, o manda-chuva da mitologia grega, precisava se disfarçar de touro, chuva ou cisne para conquistar suas amadas mortais longe dos olhos ciumentos de sua esposa, a megera Hera. Ainda na Grécia, o exigente (ou seria mais correto chamá-lo de misógino?) escultor Pigmalião, cansado de encontrar tantos defeitos no sexo feminino, decidiu esculpir uma estátua de marfim que resultasse mais bela que qualquer mulher que andasse sobre a Terra. A obra foi tão excepcional que o escultor enamorou-se dela e sofreu tanto por não ser correspondido por aqueles lábios de pedra, que Vênus, a deusa do amor, decidiu dar vida ao mármore – a mulher ideal que nasceu deste milagre foi batizada de Galatéia.
A rotina das paixões é, antes de mais nada, uma sucessão de artifícios capazes de driblar as adversidades e permitir uma sobrevida ao sentimento.

Fonte: Diário do Comércio, 06/06/2006

sábado, 7 de junho de 2008

Meninas, o Dia dos Namorados está chegando... II

Que situação....



Meninas, o Dia dos Namorados está chegando... I

Muita calma com o romantismo deles...



quarta-feira, 4 de junho de 2008

¿QUE SI CREO EN EL AMOR?

segunda-feira, 14 de abril de 2008

8 dicas para homem



Extraído de um fórum online. O autor não assinou o texto. A polêmica é bem-vinda.

1. NÃO BEIJAR PRIMEIRO
Evitar os lábios e ir direto às zonas erógenas faz com que sua parceira sinta como se você estivesse pagando por hora e tentasse fazer o dinheiro valer cortando partes não essenciais. Um beijo apaixonado é a preliminar mais importante.

2. ESPREMER OS SEIOS
Quando botam as mãos neles, a maioria dos homens age como se estivesse vendo se um mamão está maduro. Acaricie o seios dela.

3. IGNORAR AS OUTRAS PARTES DO CORPO
Pensar que a mulher é uma via expressa com três saídas: Peito Leste e Oeste e Túnel do Meio é coisa de bárbaro. Há partes do corpo feminino, como o ventre e as costas que merecem um afago.

4. PERGUNTAR SE ELA SENTIU PRAZER
É uma atitude infantil. Você vai perceber se ela realmente chegou ou não ao orgasmo.

5. TENTAR SEXO ANAL E FINGIR QUE FOI SEM QUERER
Desse jeito você pode perder a bela e deixá-la p. da vida. Se gosta de sexo anal, pergunte, com jeitinho, se ela topa.

6. FALAR AOS GRITOS
Não é muito excitante ficar gritando o que ela deve fazer, como se você fosse um técnico de futebol beira do gramado, dando instruções a seus jogadores.

7. TERMINAR LOGO E SE MANDAR
É uma das piores coisas que podem acontecer durante o sexo. Você deve fazer de tudo para ela gozar.

8. AGRADECER
Ora, ela não lhe fez nenhum favor e a cama não é uma casa de caridade.

(Repórter Net)

domingo, 6 de abril de 2008

BREVE CÓDIGO DE ETIQUETA AMOROSA

Regra número um para uma boa convivência e o ciúme despertado com as novas tecnologias: nunca vasculhe os e-mails dele(a), não investigue as chamadas de celulares, computadores... É como diz a velha história, quem procura acha. Pior, quem interpreta de forma enlouquecida, já picado(a) pelo mosquito do ciúme, pode fazer a maior besteira desse mundo. Um estrago. Basta um e-mail de um(a) amigo(a) para que a casa venha abaixo, no mais desnecessário barraco.

Na balada: saídas em separado, cada um com os seus amigos, devem ser preservadas. Fica liberada a paquera leve, aquela constituída dos bons olhares que fazem bem à alma, olhares sem a intenção de conquista.

Dos presentes: não devem ser dados apenas no aniversário, Dia dos Namorados, efeméride de casamento. Quanto mais inesperado, melhor. E não carece gastar muito, o que vale é a paixão renovada, pode ser um diamante ou um Sonho de Valsa.

Com que roupa: no começo dos relacionamentos, não convém deixar muitas peças do vestuário na casa dele(a). Muitos moços preferem evoluir no namoro aos poucos. Peças íntimas de reserva são bem-vindas, desde que não ultrapassem a meia dúzia, cota bem sensata. Sim, os homens andam muito medrosos.

Do fantasma da ex: A menos que seja um caso escandaloso de intromissão e descaramento, não dê muita bola para a ex dele, trate de forma banal o assunto, como se não tivesse importância, mesmo que tenha que fazer um pouco de teatro com esse objetivo. Ciúme retroativo é atraso de vida e só vai instigar o mancebo para a sua ex-costela.

Momentos sagrados: amigas, é de bom-tom saber, logo no início do relacionamento, o time do coração dos seus mancebos, para evitar aquele longo telefonema justo na hora da decisão do campeonato. Não precisam ler o caderno de esportes inteiro, apenas aquele quadradinho "jogos de hoje". Boa notícia, ainda sobre o mesmo caso: quando o clube dele ganha, rezam pesquisas americanas, sobe em até 26,7% a quantidade de testosterona do rapaz. Bom proveito!

P.S. Em casos extremos, lembre-se, a etiqueta existe para ser desobedecida, desde que seja para preservar a sua estima e o amor propriamente dito.

Xico Sá

segunda-feira, 24 de março de 2008

Como se ama - Without You



domingo, 9 de março de 2008

Falar de Amor



Se não estivesse fora de moda...
Eu iria falar de Amor.

Daquele amor sincero, olhos nos olhos, frio no coração.
Aquela dorzinha gostosa, de ter muito medo de perder tudo.
Daqueles momentos que só quem já amou um dia, conhece bem.
Daquela vontade de repartir, de conquistar todas as coisas...
Mas não para retê-las no egoísmo material da posse, mas doá-las, no sentimento nobre de amar.

Se não estivesse fora de moda...
Eu iria falar de Sinceridade.

Sabe, aquele negócio antigo de fidelidade, respeito mútuo...
e outras coisas mais.

Aquela sensação que embriaga mais que a bebida.
Que é ter, numa pessoa só,
a soma de tudo que às vezes procuramos em muitas.
A admiração pelas virtudes, aceitação dos defeitos...

E sobretudo, o respeito pela individualidade,
que até julgamos nos pertencerem,
sem o direito de possuir.


Se não estivesse tão fora de moda...
Eu iria falar em Amizade.

O apoio, o interesse, a solidariedade de uns pelas coisas dos outros e vice-versa.
A união além dos sentimentos e a dedicação de compreender para depois gostar.

Se não estivesse tão fora de moda...
Eu iria falar em Família.
Sim! Família!!!
Pai, mãe, irmãos, irmãs, filhos, lar...
O bem maior de ter uma comunidade unida pelos laços sanguíneos e protegidas pelas bênçãos divinas.

Um canto de paz no mundo, o aconchego da morada, a fonte de descanso e a renovação das energias.
Família...
O ser humano cumprindo sua missão mais sublime de seqüenciar a obra do criador.
E depois...
Eu iria até, quem sabe, falar sobre algo como...
a Felicidade.

Mas é pena que a felicidade, como tudo mais, há muito tempo já está fora de moda.

Sabe de uma coisa...

Me sinto feliz por estar tão fora de moda.
E você?

Também está fora de moda como eu?

(Não conheço o autor)


quarta-feira, 5 de março de 2008

Erro



Erro é teu. amei-te um dia
com esse amor passageiro
que nasce na fantasia
e não chega ao coração;
não foi amor, foi apenas
uma ligeira impressão;
um querer indiferente,
em tua presença, vivo,
morto, se estavas ausente;
e, se ora me vês esquivo,
se, como outrora, não vês
meus incensos de poeta

ir eu queimar a teus pés
é que — como obra de um dia,
passou-me esta fantasia.
para eu amar-te, devias
outra ser e não como eras.
tuas frívolas quimeras,
teu vão amor de ti mesma.
essa pêndula gelada
que chamavas coração,
eram bem fracos liames
para que a alma enamorada
me conseguissem prender;
foram baldados tentames,
saiu contra ti o azar,
e, embora pouca, perdeste
a glória de me arrastar
ao teu carro… vãs quimeras!
para eu amar-te devias
outra ser e não como eras…


Machado de Assis



terça-feira, 4 de março de 2008

Quase

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu. (Autoria atribuída a Luís Fernando Veríssimo, mas que ele mesmo diz ser de Sarah Westphal Batista da Silva, em sua coluna do dia 31 de março de 2005 do jornal O Globo)

Me encante



Me encante da maneira que você quiser, como você souber.
Me encante para que eu possa me dar
Me encante nos mínimos detalhes.

Saiba me sorrir, aquele sorriso malicioso e gostoso,
inocente e carente.

Me encante com suas mãos, gesticule quando for preciso,
me toque, quero correr esse risco.

Me acarinhe se quiser, vou fingir que não entendo,
que nem queria esse momento.

Me encante com seus olhos, me olhe profundo,
mas só por um segundo, depois desvie o seu olhar,
como se o meu olhar,
não tivesse conseguido te encantar.... e então, volte a me fitar,
tão profundamente, que eu fique perdida sem saber o que falar.

e encante com suas palavras,
me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres,
me conte segredos, sem medos.

...e depois me diga o quanto eu te encantei,
pode até não ser verdade, mas me faça acreditar, eu vou gostar.

Me encante com serenidade, mas não se esqueça,
também tem que ser com simplicidade, não pode haver maldade.

Me encante com uma certa calma, não tenha pressa,
tente entender a minha alma.

Me encante como você fez com a primeira namorada,
sem subterfúgios, sem cálculos, sem dúvidas, com certezas.

Me encante na calada da madrugada,
na luz do sol ou embaixo da chuva.

Me encante sem dizer nada ou até dizendo tudo,
sorrindo ou chorando, triste ou alegre... mas me encante de verdade,
com vontade... que depois,
eu te confesso que me apaixonei e prometo te encantar todos os dias,
do resto das nossas vidas!!


® Silvana Duboc - erroneamente atribuído a Pablo Neruda

segunda-feira, 3 de março de 2008

Declaração de amor



"Demonstrar o amor é uma forma de deixar a vida transbordar dentro do próprio coração. A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu amor pelo outro: é o dia do aniversário, o natal, o aniversário de casamento, o dia dos namorados. Para elas, expressar amor é como usar talheres de prata: é bonito, sofisticado, mas somente em ocasiões muito especiais. E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro. Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto. Não é preciso dizer.

Conta um médico que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar os seus sentimentos, foi acometida de uma supuração de apêndice e foi levada às pressas para o hospital. Operada de emergência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento de sua saúde.

O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestiona-la, lhe disse: "Pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e o seu marido!" Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo: "O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não necessita de ninguém. Sempre diz isto."

Naquela noite o médico falou para o esposo que sua mulher não queria ficar curada; que ela estava sofrendo de profunda carência afetiva que estava comprometendo a sua cura.
A resposta do marido foi curta, mas precisa: "Ela tem de ficar boa!"

Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue direta. O doador foi o próprio marido pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela. Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.
O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa: "Querida, eu vou fazer você ficar boa." "Porque?", perguntou ela, sem nem mesmo abrir os olhos. "Porque você representa muito para mim."

Houve uma pausa. O pulso dela bateu mais depressa. Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele. "Você nunca me disse isso." "Estou dizendo agora."

Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura da sua esposa. Não foi a transfusão em si mesma, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse. As palavras de carinho fizeram a diferença entre a morte e a vida."

É importante saber dizer: "amo você!" O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afetiva num abraço, numa delicada carícia funcionam como estímulos para o estreitamento dos laços indestrutíveis do amor.

É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas e se fale a respeito dos sentimentos mútuos, sem vergonha e sem medo. A pessoa cuja presença é uma declaração de amor consegue criar um ambiente especial para si e para os que privam da sua convivência.

Quem diz ao outro "eu amo você", expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirmando que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.

P.s. Não conheço o autor


sábado, 23 de fevereiro de 2008

A GENTE SE VÊ

“A gente se vê.” Pronto, phodeu, eis a senha para o nunca mais, o “never more” do corvo do tio Edgar A. Poe.

A gente se vê. Corta para uma multidão no viaduto do Chá.

A gente se vê. Corta para uma saída de estádio lotado em dia de decisão do campeonato.

A gente se vê. Corta para “onde está Wally”.

Nada mais detestável de ouvir do que essa maldita frase. Logo depois a porta bate e nem por milagre.

Jovens mancebos, evitem essa sentença mais sem graça. Raparigas em flor, esqueçam, esqueçam.

Melhor dizer logo que vai comprar cigarro, o velho king size filtro do abandono. Melhor dizer que vai pra nunca mais. Melhor o silêncio, o telefone na caixa postal, o telefone desligado, o desprezo propriamente dito, o desprezo on the rock´s.

A gente se vê uma ova. Seja homem, troque de palavras, use o código do bom-tom e da decência. A gente se vê é a mãe, ora, ora.

Como canta o Rei, use a inteligência uma vez só.

Esse “a gente se vê” deveria ser proibido por lei. Constar nos artigos constitucionais, ser crime inafiançável no Código Penal.

A gente se vê é pior do que a gente se esbarra por ai. Pior do que deixar ao acaso, que jamais abolirá a saudade, que vira uma questão de azar e sorte.

Melhor dizer logo “foi bom, meu bem, mas não te quero mais”. YO NO TE QUIERO MAS, como na camiseta mexicana que ganhei. Dizer foi bom meu bem e pronto, ficamos por aqui, assim é a vida, sempre mais para curta do que longa-metragem.

A gente se vê é a bobeira-mor dos tempos do amor líquido e do sexo sem compromisso. A gente se vê é a vovozinha da fábula, ora!

Seja homem, diga na lata.

Não engane a moça, que a nega é fino trato, que não merece desdém.

A fila anda, jogue limpo.

A gente se vê. Corta para uma multidão no Galo da Madrugada. A gente se vê. A gente se vê. Corta para a festa do Círio de Nazaré. A gente se vê. Corta para a festa do Morro da Conceição. A gente se vê. Corta para o dia de Iemanjá em Salvador. A gente se vê. Corta para o reveillon na praia de Copacabana.

A gente se vê. Então aproveita e vai logo ver se eu estou na esquina da São João com a Ipiranga.


Escrito por xico sá

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Você resiste a quebra do sigilo amoroso ou sexual?

MAIS UMA CPI DO AMOR E DO SEXO

Uma amiga, senhorita F., entrou na caixa postal do correio eletrônico do marido. Ih, lá vem a mesmíssima história, phodeu com ph, já vi esse legítimo Hitchcock dos lares doces lares mil vezes, esse Stephen King do amor e da sorte, esse ato bestialmente repetitivo e sempre monstruoso.

Pra completar, a senhorita F. deu uma sherlockadazinha também no celula, de leve, enquanto o traste-costela via lesadamente o Fla-Flu de domingo.

Um desastre.

Entre cantadas e semi-cantadas ou apenas bobagens virtuais, leros, flertes, lirismos avulsos e outras gracitas..., a amiga entrou em desespero, gritou, berrou, imitou o quadro do Munch, discutiu a relação por uma semana, e quase acaba com aquela vida sob o mesmo teto até então reconhecida no seu grupo de amizade como exemplar. Casal invejável. Do tipo “assim vale a pena viver colado no superbonder e na goma-arábica amorosa”.

O cabrón tinha algum caso para valer? Não. Algum namorico mais a sério? Nada. Havia transado com alguém e comentava que foi bom, meu bem?, essas coisas?! Nécaras.

Tudo espuma flutuante, sem lastro de verdade, garrafas atiradas aos mares da virtualidade e suas sereias ulyssianas.

Mas foi o bastante para uma baita crise.

Por estas e por outras é que não é nada recomendável quebrar o sigilo postal do companheiro ou da fofolete.

Ora, quem, entre nós, resistiria a meia hora de quebra do sigilo amoroso ou sexual?

Como na arrecadação de recursos para campanhas eleitorais, todo mundo, até mesmo no mais escondido dos conventos de devotas beneditinas, já teve o seu “caixa 2” do desejo. Em pensamentos, atos ou omissões, tanto faz.

Em telefonemas, emails ou declarações bêbadas na madruga. No MSN, entonces, ave palavra!

Ninguém resiste a meia hora de quebra de sigilo. No amor, somos todos, em alguma ocasião, corruptos. Em maior ou menor grau, todos damos nossas pisadas ou nossas phodas platônicas.

Menos naquela hora em que a paixão por alguém nos toma 100% do cérebro e a febre amorosa é capaz de quebrar termômetro. Depois passa, é o que dizem, inclusive a ciência, que dá um prazo de validade às paixões de três meses... ou seis meses, menos de um ano, com certeza –preguiça monstra de entrar mais uma vez no google.

Nosso destino é pecar, como disse o pudico Nelson, padrinho espiritual deste cronista. Por estas plagas, até a virtude prevarica.

Às sextas-feiras, então,já repararam como o cheiro de pecado toma conta dos bares e é mais forte até do que o odor que vem dos ralos e bueiros?

Quem, entre nós, machos & fêmeas, resistiria a uma CPI do amor ou do sexo?

Este cronista ficaria rico, na pele de um camelô de álibis. Ah, as lindas e impagáveis fraquezas da carne.

As despesas com jantares à luz de vela denunciariam os amantes pelo cartão de crédito ou no extrato para simples conferência. Os porteiros de prédios e motéis seriam os mais perseguidos dos depoentes. Seria um inferno.

A melhor amiga ou o melhor amigo, estas instituições supostamente vestais, também seriam convocados a depor. Na CPI do amor sobraria até para o entregador de pizzas, que também sabe muito sobre os segredos de alcova e adonde tudo termina.

Por estas e por outras, melhor abafar o caso, amor, passa o orégano. Segue a vida.

Escrito por xico sá

Álbum da Lilica - Fotos publicadas aqui

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