Os réus presos durante a Operação Colossus da Polícia Federal em agosto de 2007, foram acusados de integrar uma quadrilha especializada em roubar senhas de correntistas de bancos pela internet e falsificar cartões de crédito.
A decisão é do juiz Mário Jambo, da 2ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio Grande do Norte, concedeu a liberdade, impondo, porém, a cada um dos réus, o compromisso de cumprimento das seguintes condições:
a) acompanhar todos os atos processuais e atender aos chamamentos judiciais;
b) não se ausentar da comarca onde reside por mais de 24 (vinte e quatro) horas, sem prévia autorização deste Juízo;
c) recolher-se à sua residência no horário máximo das 20:00h, ficando proibido de se ausentar de sua residência nos finais de semana e feriados;
d) ocupar-se licitamente;
e) não freqüentar locais suspeitos, tais como casas de prostituição e de tavolagem;
f) comparecer quinzenalmente em Juízo, na 1ª (primeira) e na 3ª (terceira) semana de cada mês, para informar e justificar suas atividades, ressaltando que o acusado residente em outro Estado da Federação (PAULO HENRIQUE DA CUNHA VIEIRA) deverá comparecer no Juízo Federal com jurisdição em matéria penal sobre a cidade onde reside;
g) não freqüentar "lan houses";
h) não manter cadastro ou tela na rede de relacionamento "orkut" ou similar;
i) não freqüentar salas de "bate-papo" virtual ou de MSN e assemelhados;
j) matricular-se e freqüentar imediatamente instituição de ensino que dê continuidade ao seu grau regular de estudo, comprovando em Juízo, trimestralmente, a assiduidade e aproveitamento em tal curso;
l) não fazer uso de substâncias entorpecentes, inclusive o álcool; e
m) realizar a leitura de obras literárias a serem indicadas trimestralmente por este Juízo, devendo cada réu apresentar relatório, produzido de próprio punho, com o mínimo de 10 (dez) laudas, revelando suas impressões sobre os temas principais de cada livro, iniciando-se pelas obras (a) "A hora e a vez de Augusto Matraga", último conto do livro "Sagarana", do escritor Guimarães Rosa, e (b) "Vidas Secas", de Graciliano Ramos, trabalhos literários que se encontram disponíveis em bibliotecas públicas desta cidade de Natal/RN.
Se quiser ler a íntegra clique aqui.
Conte-me tudo...
Translate This Blog
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Ler Guimarães Rosa e Graciliano Ramos virou castigo
quarta-feira, 26 de março de 2008
Infidelidade

O "El País" de domingo publicou a matéria "El negocio de la infidelidad", inicialmente pensei em só citar o artigo bizarro, mas aproveito a tradução da uol e posto na íntegra. Muita criatividade, não é?
Leia isso:
O negócio da infidelidade
Jerónimo Andreu
Rosa descobriu o engano no dia em que telefonou para o hotel de seu marido. "Não há nenhum senhor Mayo", responderam na recepção. O fim do casamento. Para evitar esses acidentes, as empresas de álibis podem criar em qualquer cidade do mundo um hotel imaginário com um telefone que se evapora depois de um fim de semana de paixão. O comércio da infidelidade também inclui hotéis reais e software que ensinam os celulares a mentir.
Para explorar os sites do engano basta criar um personagem: Jesus Romano, um arquiteto casado que suspira por uma escapada com uma amiga especial. Precisa de uma desculpa. Consulta por e-mail Miguel Ángel Martín, o diretor da Tucoartada.com [que pode ser traduzido como "seualibi.com"]. Sua oferta: 200 euros pelo convite para um seminário sobre isolantes, um telefonema de confirmação e folhetos falsos. Um complemento garante a cobertura telefônica.
A empresa nasceu há dois anos durante um jantar de organizadores de congressos. Entre dois pratos, alguém perguntou: "Quem usa seus amigos para maquiar um fim de semana maluco?" Todos usavam, por isso decidiram transformar em empresa a mentira gratuita. Inspiraram-se na americana Alibi, uma empresa que o ex-governador de Nova York, Eliot Spitzer, apanhado depois de freqüentar as prostitutas, não devia conhecer. Muitos países já tinham um equivalente local, alguns tão sofisticados quanto a romena Babalucio, que oferece ao infiel caixas de fósforos do hotel em que não se hospedou ou troféus do campeonato de que não participou. Desde então a Tucoartada administrou 200 encomendas. Rejeita os inviáveis ou fraudulentos. Além de mentir, reserva o hotel e paga as faturas para que não fiquem rastros. Em suas promoções exibe um doceiro para o qual arranjou um curso de caligrafia com glacê.
A competência no adultério digital se chama Juan Vázquez, diretor comercial do Coartadaclub. Afirma que representa dos dois lados dos Pirineus a Commerceweb, uma multinacional com sede no Panamá. A empresa não se limita à infidelidade, oferece uma arrepiante gama de serviços. Se você é um cabeleireiro de Cuenca que quer simular um workshop em Andorra, eles sabem montar a farsa. E se desconfia que, por uma dessas coisas da vida, grampeiem seu telefone o clube lhe consegue um que não podem localizar. Vázquez jura que respeita a lei, mas que "é preciso aproveitar todas as brechas que ela deixa". Para qualquer gestão, exige a identidade. Tudo fica registrado, o que tem o inconveniente de deixar o cliente à mercê dos mentirosos. Martín tem outro sistema: "Seus dados são conhecidos por mim. A equipe que prepara seu álibi os ignora", explica em seu e-mail. Depois de cada trabalho ele destrói tudo.
Vázquez calcula que sua empresa coordene 20 trabalhadores na Espanha. Diante das suspeitas, apresenta 2.200 pedidos de álibi e estudos de mercado que afirmam que a metade do país estaria disposta a enganar. Oferece hotéis fictícios em 60 países, bônus de infidelidade... Presume que seu público seja formado por aqueles com menos oportunidades de escapar e por isso um de seus serviços principais é o dos seminários de cozinha para donas de casa. Para outro tipo de cliente, o cérebro oculto da companhia prepara um serviço de acompanhamento.
Vázquez é um homem pragmático: "Um divórcio é mais caro que um álibi. Conosco basta chegar em casa com um ramo de flores e um 'querida, te amo'". María del Mar González, terapeuta de casais, não é tão entusiasta a respeito das virtudes da mentira: "Um engano tão sofisticado não salva um casamento; prolonga a pantomima".
A Internet é a mãe dessas companhias. "Em um escritório não teríamos visitas", admite Vázquez. Mas a tecnologia possibilita soluções mais econômicas. Por 2 euros os infiéis descarregam o Soundercover ou Cargo, programas que criam álibis acústicos para telefone. O usuário pode falar da praia e seu interlocutor ouvirá como fundo o ruído de um escritório, de um aeroporto ou de um engarrafamento.
As empresas de mentiras não oferecem garantia. "Se você encontrar seu primo no hotel, não é nossa culpa", dizem na Tucoartada. César Martín, da Associação Profissional de Detetives Privados, considera que esses sistemas "só podem funcionar se não houver suspeitas". "É um circo", explica, destilando ceticismo. González também não sabe se tanto esforço tem muita utilidade: "Afinal, as mudanças no comportamento do infiel o delatam".
O problema dos hotéis fantasmas é que não são cômodos para consumar o amor. Uma das soluções em voga são os "love hotels". Barcelona é sua capital, com uma dezena, filhos dos "mobiliados" do pós-guerra. Tentam atrair jovens com o anúncio de quartos a 45 euros e uma elegância "low cost". O gerente do La França divide sua clientela entre pré, pós e extra marital: jovens com urgência, especialmente depois que as discotecas fecham; divorciados com horário escolar, e uma porcentagem incerta mas estável de infiéis, que reinam entre a semana, na hora do almoço ou na saída do trabalho. Os recepcionistas reconhecem os adúlteros quase sem olhar para eles. Bastam os óculos escuros ou uma mulher que espera o elevador de costas.
Às 3 da madrugada se abre a garagem do Regàs de Barcelona. Um carro entra e em volta dele caem duas cortinas. Os ocupantes descem e esperam em um cubículo enquanto um recepcionista de terno estaciona e cobre a placa com uma lona. Acompanha o casal até o quarto para garantir que não se encontram com outro cliente. É proibido circular sozinhos. Para sair devem discar 9 e esperar o recepcionista. No quarto, um espelho gigante e uma televisão com canais pornô e de comércio. Janelas seladas. O modelo é universal. No La França uma brigada de guardas com walkie-talkies patrulha os corredores. O detetive Martín volta a suspirar enquanto explica que o sistema oferece poucas garantias: "Não adianta se esconder, se um investigador vir alguém sair de um desses lugares tudo vai acabar igual". No La França lembram poucos casos, mas admitem que houve espias que tentaram entrar até a cozinha. Alheias às advertências do detetive, as portas da garagem do hotel se abrem. Um carro pára sobre a calçada e sua motorista ajeita os óculos escuros, talvez pensando em onde vendem flores, talvez ensaiando um "Querido, te amo muito".
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
quinta-feira, 13 de março de 2008
Disso eu descofiava,
Homens baixinhos tendem a ser mais ciumentos que homens altos, sugere um estudo de cientistas espanhóis e holandeses. Clique aqui
domingo, 9 de março de 2008
Festinha
- Carruagem alugada por R$ 2.000 para aniversariante de 4 anos,
- Castelo com 5.000 balões (R$ 2.800) - Festa de R$ 100 mil em Moema
- Reynaldo Gianecchini e Marcello Antony vestidos de mostros perceguindo aniversariante, não tem preço.
Coluna da Mônica Bergamo deste domingo deu conta que, dois monstros passam a metade de uma festa, em São Paulo, perseguindo a anfitriã, que fazia 13 anos, as amigas e mães. São enxotados.
O mestre-de-cerimônia os chama ao palco: "Vamos mandar os monstros embora?" Eles tiram a máscara e... surpresa! Os monstros são Reynaldo Gianecchini e Marcello Antony.
A capital tem 450 bufês infantis. Tatuapé e Moema são campeões, com 40 cada um. "Os bufês movimentam cerca de R$ 420 milhões por ano. Em média, são 20 festas mensais a R$ 4.000. Isso sem contar as feitas em casa. Há umas 3.000 empresas no ramo", diz Zuleica Russi, editora da revista "Festas", que organiza a feira.
A média é R$ 4.000, mas o céu é o limite. E foi de lá que desceu um helicóptero em uma cobertura na Vila Nova Conceição, trazendo o Batman para os três anos do filho de uma empresária, que torra até R$ 500 mil -sim, meio milhão- nas comemorações do herdeiro.
Foi o que gastou na festa de dois anos, quando fez do tradicional bufê Torres, no Itaim, um safári. "Teve elefante e dromedário. Tentamos pôr dentro, mas o cheiro é terrível, eles não têm hora para fazer aquelas coisas. Ficaram na porta, e só entrou o macaco", diz Marconi Ferreira, promoter do Torres.
O mundo animal se incorporou às festas. A S.O.S Ambiental mata os ratos antes de entregá-los às suas jibóias, "para que não desenvolvam o instinto de dar o bote ou estrangular", uma vez que passeiam com seus dois metros pelos pescocinhos de pequenos três anos -o teatro com cobra, aranha caranguejeira, sapo e outros sai por R$ 500.
A mais nova atração das "festinhas" é um pit-stop com carro de Fórmula 1 para trocar pneus como nos boxes. O ex-piloto Mario Pati Jr. criou a engenhoca para palestras "motivacionais que estimulam trabalho em equipe" e foi convidado a migrar para aniversários pela Xic Balloon, produtora de festas de alto padrão. Por R$ 5.000, estreou há 15 dias no Alto da Lapa. Chegou à garagem da casa do garoto, de oito anos, de carreta. A mesa do bolo era um carro de corrida achado em oficina perto do autódromo de Interlagos pela Xic Balloon.
Sustenta doces nas laterais e no aerofólio, e o bolo, em forma de capacete, à frente da direção. A criança vai no banco e, antes dos "Parabéns", tocam o som da largada e a música do Senna.
Dóris Figueira, dona da Xic Balloon, diz orientar os clientes a fugir da megalomania. "Não, você não vai colocar esteira rolante na entrada, doa esse dinheiro para uma creche!" Ela tem pacote "básico" de R$ 7.900, mas também faz megafestas. Em uma delas, em Sorocaba (99 km de São Paulo), só de bexigas foram R$ 25 mil.
Natália (nome fictício), 4, filha de empresários de Campinas (93 km de SP), passou por um castelo com 5.000 bexigas (cinco metros de altura por oito de comprimento) para adentrar a sua festa, há 15 dias, no bufê Planet Mundi. Só aí, foram R$ 2.800, fora os R$ 2.000 da carruagem da Cinderela alugado da Tomaselli -a festa não saiu por menos de R$ 100 mil, disse um membro da produção.
O cavalo branco tomou banho de purpurina antes de carregar a aniversariante em uma volta, dentre carros, na agitada noite de Moema. "Queria que ela chegasse em grande estilo", diz a mãe, que tinha festas simples na infância. A menina, de vestido longo de paetê rosa, coroa e três horas de cabeleireiro e maquiagem, amou a "cajuagem".
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Cada cabeça uma sentença
Olha que bacana isso: "Nada mais infantil do que chamar o outro de feio".
O Maestro John Neschling perdeu a ação de danos morais que moveu contra o crítico Marcus Góes. Neschling acusava Góes de mover uma campanha difamatória e injuriosa contra ele, por ter postado críticas num site na internet. O juiz decidiu que ele não tem razão e que deve agora pagar os honorários advocatícios da causa, estipulados em R$ 2.000,00.
Veja as considerações do Juiz na sentença:
"Chamar alguém de feio, chato, caipira, pode ser considerado ato ilícito e, por conseguinte, sujeitar o agressor a uma compensação pecuniária a favor da vítima?", pergunta o juiz.
De acordo com a tese do juiz Compasso, as provocações foram "pueris, sem maior potencial ofensivo". Chamar alguém de feio não é um "ato ilícito capaz de causar dano moral", afirma o juiz.
"Nada mais infantil do que chamar o outro de chato, feio, implicar com o nome, ou coisas do gênero."
"Ao dizer, por exemplo, que o autor é feio, é nítido que o réu está apenas expressando sua opinião", acrescenta o juiz. "Esta atitude simples, por sua própria natureza, não fornece elementos para que uma outra pessoa se convença da suposta feiúra do destinatário das declarações."
Adorei isso! Ah, os advogados de Neschling anunciaram que ele deve recorrer da decisão, minha nossa! Além de feio o cara é muito chato.
sábado, 26 de janeiro de 2008
Deixei meu sapatinho...
domingo, 13 de janeiro de 2008
Onde está o dinheiro!
A manchete de capa da Folha (13/01) deu conta que em um ano, o Brasil elevou o número de milionários em 60 mil. A fortuna desses milionários está estimada em praticamente metade do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.
Além de ser um dos países em que o número de milionários mais cresce no mundo, o Brasil é o segundo na lista dos países onde as fortunas se multiplicam mais rapidamente.
Nunca na história desse país, se viu tal expansão... preciso repensar minha poupança.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Deprê
Debret do Masp não é um Debret, diz pesquisador
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
7 promessas de Ano Novo!
Uma pesquisa indica de 19% das pessoas conseguem manter a promessas de Ano Novo por mais de 12 meses.
1 LIDAR MELHOR COM O ESTRESSE
Quer período mais estressante do que fim de ano? Congestionamentos, compras, inúmeras confraternizações...
Não surpreende, portanto, se a época também for acompanhada de dores de cabeça e fadiga. Esses são alguns dos problemas que o estresse pode gerar, além de dores musculares, ansiedade, angústia e distúrbios no sono. Os riscos não param por aí. Uma pesquisa realizada pelo ISMA-BR com 746 pessoas constatou que o estresse levou quase metade delas ao abuso de álcool e de remédios.
Não se deve, porém, tentar eliminar o estresse, e sim controlá-lo. Isso pode ser feito por meio de técnicas como meditação ou ioga -alguns estudos constataram que o gerenciamento do estresse pode, em poucos meses, ter um efeito positivo sobre algumas doenças.
Um desses trabalhos, realizado na West Virginia University, acompanhou 35 pessoas com altos níveis de estresse que tiveram sessões de meditação e de ioga. Em três meses, o nível de estresse delas caiu pela metade e houve uma queda de 46% nos sintomas médicos.
EXPERIMENTE
Respirar lentamente quando estiver tenso.
2 SAIR DO SEDENTARISMO
Da próxima vez em que você pensar em desligar o despertador para ficar mais tempo na cama, lembre-se: o sedentarismo piora a qualidade do sono. Sem falar nas alterações que ele promove na produção hormonal, no estímulo ao acúmulo de gordura, na diminuição na produção de massa muscular e nos prejuízos para o coração.
Para sair do grupo dos sedentários, de acordo com Ricardo Munir Nahas, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, basta gastar, por semana, 2.000 calorias além das usadas pelo metabolismo basal (para manter as funções normais, como o batimento cardíaco e a respiração) -para uma pessoa de 70 quilos, isso significa andar uma hora por dia. Mas o ideal é fazer também exercícios de resistência muscular e de alongamento.
As melhorias não demoram: no primeiro mês, há maior eficiência cardiovascular e melhor metabolismo do açúcar. E fica mais fácil realizar tarefas como subir escadas. Com treinamento, é possível participar de uma corrida em um ano.
EXPERIMENTE
Fazer exercícios três vezes por semana. Numa freqüência menor, a prática precisa ser muito intensa para ter efeitos.
3 EMAGRECER
Para combater os males que a obesidade pode causar à saúde, não conte os quilos. Conte os centímetros. É a circunferência da cintura, mais do que o IMC (Índice de Massa Corporal), que pode dar informações sobre a vilã dessa história: a gordura visceral.
Presente no abdômen, a gordura visceral gera excesso de ácido graxo, elevando a pressão arterial e aumentando a propensão ao diabetes, além de tornar o sono mais superficial, por meio da apnéia.
A cintura deve ter, no máximo, 88 centímetros para mulheres e 102 para homens, segundo um dos padrões mais difundidos. Para os homens, a má notícia é que eles têm uma tendência maior a acumular gordura visceral, e a boa, que emagrecem mais facilmente.
"Para quem emagrece e perde gordura visceral, a conseqüência é brutal. A pessoa deixa de ter propensão ao diabetes e à hipertensão. Em quem já tem esses problemas, é possível até reverter o quadro", afirma Henrique Suplicy, presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).
Mas nada de perder peso a todo custo. A dieta deve ser balanceada, com pelo menos 400 g de frutas, legumes e verduras por dia. "Isso também reduz muito o risco de várias doenças", afirma Andrea Galante, presidente da Asbran (Associação Brasileira de Nutrição). Além disso, há uma melhora no funcionamento intestinal e a pele, os cabelos e as unhas ficam mais fortes.
EXPERIMENTE
Levar frutas ao sair de casa, para resistir a doces e salgados.
4 PARAR DE FUMAR
De acordo com dados internacionais, apenas 3% das pessoas que tentam largar o cigarro conseguem superar o vício, afirma Jônatas Reichert, presidente da comissão de tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.
Mas é possível melhorar suas chances. Se houver ajuda profissional, esse índice sobe para 10%. Quando o acompanhamento inclui o uso de medicamentos, de 30% a 35% das pessoas conseguem parar.
Tanta dificuldade tem explicação: o simples ato de acender um cigarro envolve aspectos psicológicos, de condicionamento (a rotina) e fisiológicos (a dependência química). Para vencer o vício, portanto, é preciso agir nessas três frentes.
Para as duas primeiras, a recomendação é um acompanhamento cognitivo-comportamental.
Enquanto isso, o mal-estar decorrente da abstinência da nicotina pode ser abrandado com adesivos ou chicletes.
Para quem vencer essa luta, os resultados compensam. Em 30 dias, o olfato e o paladar ficam mais aguçados. No mesmo período, será possível perceber uma melhora na aptidão física. Já os pés e mãos, que ficavam frios devido à ação da nicotina no sistema circulatório, passarão a ficar mais aquecidos.
Dentro de três ou quatro meses, o cheiro corporal típico dos fumantes muda, e o mau hálito diminui. Um processo mais demorado é a perda da coloração amarela entre os dedos, que sumirá quando a pele descamar.
Em um ano, o risco de sofrer um infarto ou um AVC (acidente vascular cerebral) cai cerca de 50%. O risco de ter um infarto praticamente se iguala ao de quem nunca fumou num período de dois anos. O de ter um AVC se equipara ao dos não-fumantes em cinco anos.
Quanto ao risco de câncer de pulmão, ele persiste de 15 a 20 anos. Mas isso não deve ser motivo de desânimo, afinal, quanto antes você parar de fumar, melhor vai chegar a 2027.
EXPERIMENTE
Mudar de ambiente quando a fissura surgir -provavelmente ela foi desencadeada por algum estímulo ali presente e mudar de local vai ajudar. Beber água gelada, assim como mastigar cravinhos, cristais de gengibre e pedaços de gelo também ajudam a tirar a vontade de fumar.
5 SER MAIS ORGANIZADO
Desorganização não é doença -embora seja fonte de dor de cabeça para muitas mães de adolescentes.
Sem organização, contudo, é bem mais difícil incorporar ao dia-a-dia hábitos que podem melhorar a saúde, como se exercitar e comer melhor.
Para ter um maior controle, o primeiro passo é avaliar o contexto atual e ver que aspectos ajudam ou atrapalham a sua meta, afirma Ana Maria Rossi, do ISMA-BR. "Quem quer emagrecer deve ver se a empresa não serve comida gordurosa. Se isso ocorrer, tem que criar uma solução, como trazer a comida de casa", exemplifica.
Em seguida, estabeleça a sua meta da forma mais clara, específica e realista possível. "Escreva tudo o que você acha que será necessário por ordem de prioridade e trace um plano de ação", afirma Laura Bortolai, da empresa de organização doméstica Help Home.
A partir daí, estabeleça prazos -isso mesmo, no plural. É mais fácil encarar a mudança quando ela é "quebrada" em várias etapas. Lembre-se de comemorar cada fase e não desanime se algo sair do previsto. "É preciso saber o que ocorreu e ajustar o plano", diz Rossi.
Como um benefício extra, a organização ajuda a diminuir o estresse. "Sem objetivos nem prazos definidos, os resultados podem ser frustrantes, gerando ansiedade", diz Bortolai.
EXPERIMENTE
Usar de verdade alguma daquelas agendas que você ganhou de brinde.
6 DORMIR MELHOR
Para quem sofre de insônia, não há pesadelo maior que uma noite em claro. Dormir mal gera cansaço, dor de cabeça, dificuldade de concentração e irritabilidade.
O mesmo ocorre com quem, embora não tenha problemas para dormir, tem um sono de má qualidade, o que pode decorrer tanto de fatores ambientais (luz, temperatura e ruído) quanto fisiológicos, como a apnéia.
Isso prejudica alguns dos efeitos mais importantes do sono, como o processamento das informações recebidas ao longo do dia e a liberação de substâncias como o hormônio do crescimento, responsável pelo desenvolvimento celular e ligado ao vigor do organismo.
Para melhorar a qualidade do seu sono, é preciso descobrir quanto você precisa dormir por dia. Há quem se satisfaça com seis horas e quem necessite de oito -a maior parte da população se encontra entre esses dois limites. O fundamental é saber que quem precisa de oito não pode dormir apenas seis.
Em seguida, estabeleça horários fixos para se deitar e para se levantar. Mudanças na hora de dormir afetam a liberação da melatonina, substância responsável pela indução ao sono.
Quem seguir essa rotina vai perceber as melhoras no primeiro mês, afinal, é durante o sono que o corpo se recupera para o dia seguinte.
"Se a pessoa não sofrer de nenhuma patologia relacionada ao sono, ela vai se sentir, nesse período, mais bem disposta, mais atenta, com uma memória mais aguçada e uma maior capacidade de concentração", afirma Anna Karla Alves Smith, neurologista do Instituto do Sono.
EXPERIMENTE
Evitar, antes de dormir, bebidas com cafeína e atividades físicas, que alteram a liberação de melatonina.
7 PASSAR PROTETOR SOLAR
Aí está mais um cuidado que todo mundo sabe que tem que ter, mas poucos levam a sério, apesar de o câncer de pele ser o de maior incidência no mundo.
O tipo de protetor e a intensidade dos benefícios gerados variam de pessoa para pessoa, conforme a cor da pele e a quantidade de exposição ao sol. Mas todos precisam do produto para evitar os efeitos nocivos dos raios ultravioleta, que são cumulativos.
"É como se o corpo fosse um copo e a luz solar, a água que vai pingando até o copo transbordar. Quem se proteger todos os dias no próximo ano bloqueia esse processo durante o período", compara Jayme de Oliveira Filho, do departamento de cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Mulheres na menopausa têm um motivo a mais para usar o produto: a pele delas tende a perder 1% de colágeno por ano. Como um dos fatores que levam a essa perda é a agressão causada pelos raios ultravioleta, o protetor solar ajuda a minimizar esse problema.
O novo hábito, porém, não é capaz de promover a recuperação de danos já existentes. Isso significa que as manchas causadas pelo sol, por exemplo, não diminuirão se não houver, concomitantemente ao uso do protetor solar, a utilização de produtos específicos para esse fim.
Se, mesmo disposto a adotar esse cuidado, você se descuidar e se expuser ao sol sem proteção, uma medida que pode dar bons efeitos se for adotada em seguida é a aplicação de um hidratante pós-sol. "Ele ajuda a manter a camada lipoproteica da pele e reduz os efeitos lesivos que os raios ultravioleta causam no corpo", afirma Oliveira Filho.
EXPERIMENTE
Ensinar as crianças a usarem o protetor solar sempre. Quando o hábito é adquirido na infância, é mais fácil mantê-lo ao longo da vida.
fonte: Folha de S. Paulo - 21/12/2006
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Gatos idosos e o mal de Alzheimer.
domingo, 2 de dezembro de 2007
Eu Te Amo!
No começo você fala no máximo: você é demais. Você é incrível. Você é um fofo.
Daí as coisas evoluem. Você pensa: Já é hora de liberar o "eu te amo"? Não! Ainda não. Afinal, ele não falou nada. E a pior coisa que pode acontecer numa pretendência é você falar o "eu te amo" no momento errado. Porque simplesmente a pessoa pode falar: que bom! Ou rir amarelo.
Então você começa a falar um "eu te adoro". No fundo, eu te amo e eu te adoro são quase a mesma coisa. Mas o eu te adoro é menos impactante.
Até que um dia, depois de várias champanhes, ele fala: eu te amo. E daí você libera. Sem nenhum risco de ouvir da pessoa: ah ta.
Só que mesmo no começo, o "eu te amo" não é liberado totalmente. Você não acorda e sai gritando eu te amo aos sete ventos. "Você é muito contida", diz o pretê. Tombos amorosos, você pensa. Muitos eu te amos em vão. Agora o momento é de cuidado.
Mas aí um dia um telefonema descontrol é dado no meio da madrugada apenas para dizer um eu te amo. Daí liberou. Geral. Inclusive, se eu quiser, posso mandar fazer um faixa daquelas escrita Eu te amo e mandar botar no meio da rua.
E viva os eu te amos -- descontrols ou cuidadosos -- noturnos, diurnos ou no meio da madrugadas. Menos os bregas das faixas, se bem que todos eu te amos são meios bregas.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Pavoroso!
CONVERSA AFIADA Exemplos de jornalismo Por Carlos Matos em 27/11/2007 | |
Devo antes de mais nada confessar: até o estouro do caso Conjur/Paulo Henrique Amorim [remissões abaixo] jamais havia lido o blog do referido jornalista, o Conversa Afiada. Seja por desconhecimento ou por falta de fuçar, o fato é que jamais havia lido uma linha sequer de tal blog. Hoje, mais uma vez reitero, a ignorância é a chave da felicidade. As supostas denúncias que implicam o jornalista no caso Brasil Telecom são realmente plausíveis? Digo que esse é o ponto que menos importa. O envolvimento de PHA no processo falimentar da imprensa politizada brasileira sim, é a verdadeira questão, quando penso com meus botões. Conversa Afiada a mim soa como uma Ilha da Fantasia petista, na qual todo e qualquer envolvimento de membros do governo com escândalos é reduzido a piadinhas pretensamente divertidas e contra-argumentadas com chavões ultrapassados e insossos do tipo "FHC já fez isso". Não creio no envolvimento de PHA com a divulgação de assuntos pró-PT, ainda mais mediante o recebimento de verbas compensatórias ilícitas para tal. Aliás, não quero crer. O jornalismo político brasileiro já está próximo demais de seu jazigo para passar por mais esta. Contudo, de todos os atuais exemplos de prática equivocada de jornalismo no Brasil, Conversa Afiada é um dos poucos a alcançar o nível de excelência. Tiradas tendenciosas. Pesquisas fabulosas com humor de mau gosto. Textos redigidos em tópicos que não levam a qualquer conclusão. Duas coisas Em entrevista à Folha de S.Paulo, PHA disse que o iG, portal onde está hospedado seu blog, é o mais democrático. Acusa a imprensa brasileira de antitrabalhista. Segundo ele, a imprensa quer derrubar o Lula e, sendo o Conversa Afiada em minha visão tão fiel ao Lula como Pancho a Don Quixote, seria então um exemplo de jornalismo democrático. Essa é a democracia que PHA parece desejar para a imprensa brasileira: a de defender cegamente qualquer deslize do governo, buscando a justificativa em seu antagonista direto. Partindo desse pressuposto, teríamos de admitir que as imprensas mais democráticas do mundo estão em Cuba, China, Venezuela e Mianmar. E por favor, PHA, não perca seu tempo contratando excelentes advogados para processar-me em razão de minhas críticas opiniões em relação a seu trabalho. Duas coisas: não tenho que gostar do seu trabalho, mas nem por isso sou "antitrabalhista"; e não "dobrei o meu salário quando eu saí da Globo", portanto não possuo um real sequer para ser arrancado na justiça. Processe o Diogo Mainardi: ele sim é rico.
Leia também Opinião tarifada – Márcio Chaer Chaer não identifica tradutora – Paulo Henrique Amorim Chaer, não é da sua conta – P.H.A. Fonte: Obervatório da Imprensa | |
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Sou brasileira, indignada ...
Presas são vítimas de abusos em mais cinco Estados
Diz-se que o brasileiro é bom. Mas a toda hora, a todo minuto há no Brasil bons que nos atropelam com sua bondade. No Pará, a crueldade dos bons lançou uma menina de 15 anos numa cela com mais de duas dezenas de marginais. Teve-se a sensação de que a bondade chegara ao seu ápice. Bobagem. Descobre-se agora que os paraenses não estão sós. Há brasileiros bons também em outros Estados.
A bondade é comum a pelo menos outros cinco Estados: Rio Grande do Norte, Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco e São Paulo. Aos pouquinhos a bondade brasileira vai perdendo a sua delicadeza. Leia, a propósito, texto dos repórteres Kleber Tomaz e Rogério Pagnan, da Folha (só assinantes):
“
A violência sexual sofrida por uma jovem presa numa cela com 20 homens em Abaetetuba (137 km de Belém) não é um fato isolado e exclusivo do Pará. Um relatório produzido por entidades brasileiras de defesa das mulheres e entregue à OEA (Organização dos Estados Americanos) em março deste ano aponta situações de abuso e violência contra presas em pelo menos cinco Estados. O Pará não foi citado na época.
No Rio Grande do Norte e na Bahia, as mulheres têm de dividir a cela com travestis e adolescentes homens. O documento relata que, em Mato Grosso do Sul, onde há uma cadeia mista na cidade de Amambai (porém com celas separadas por sexo), um funcionário manteve relações sexuais com uma presa dentro da cela, na presença de dez mulheres.
Há ainda casos de cadeias femininas em que só há funcionários do sexo masculino. O relatório cita problemas em outros dois Estados: Rio e Pernambuco. Apesar de não estar no relatório enviado à OEA, em São Paulo há ao menos uma cadeia mista (homens e mulheres na mesma unidade, em celas separadas), em Ubatuba.
Além da Pastoral Carcerária Nacional, participaram da elaboração do relatório o Centro de Justiça e Direito Internacional e o Grupo de Estudos e Trabalho Mulheres Encarceradas.
Os dados do documento são de 2006, mas, de acordo com a advogada Luciana Zaffalon Cardoso, coordenadora do grupo interministerial criado para discutir políticas públicas para mulheres presas, a situação encontrada nos presídios continua inalterada. "Não se observou nenhuma mudança ainda em relação às denúncias." As entidades relatam que as detentas são às vezes obrigadas a fazer sexo com os próprios presos ou com os funcionários.
Assim como a jovem do Pará que disse ter feito sexo com os presos em troca de comida, as detentas violentadas também trocam o corpo por benefícios, segundo o documento. ‘As mulheres que sofrem violência sexual ou trocam relações sexuais por benefícios ou privilégios não denunciam os agressores por medo, uma vez que vão seguir sob a tutela de seus algozes’, diz trecho do relatório.
O texto sugere que os problemas podem não ser limitados aos cinco Estados, ao citar a falta de dados oficiais ‘sobre quantas e quais são as unidades prisionais que ainda possibilitam essa convivência’. E destaca que as presas não estão livres de abuso mesmo onde há a separação de sexo por celas.
Em Paulo Afonso (BA), por exemplo, duas presas ficaram grávidas dentro da cadeia (onde não são permitidas visitas íntimas). Lá, elas são trancadas com adolescentes infratores no mesmo pavilhão -que é separado do espaço dos outros presos por uma grade. Há um carcereiro para 80 pessoas presas.
O delegado titular de Paulo Afonso, Idelbrando Alves da Silva, 46, afirma que, mesmo com a separação, há poucas semanas um preso e uma detenta foram flagrados fazendo sexo na grade. ‘A presa passou a noite algemada para não fazer mais isso.’ A divisão foi construída há seis meses. Antes, ficavam todos no mesmo pavilhão -mulheres e adolescentes no pátio; homens adultos, nas celas.
Na cadeia de Mossoró (RN), travestis são presos com mulheres pois não são aceitos pelos presos. E em Mesquita (RJ) e Recife não há carcereiras. A Defensoria Pública de São Paulo diz que não é rara a necessidade de intervenção do órgão para remover detentas em unidades destinadas para homens. Para os defensores, uma das preocupações é ocorrer rebeliões, e, no tumulto, as mulheres serem violentadas.”
Escrito por Josias de Souza
Mário de Andrade e o outro.
É OU NÃO É MÁRIO DE ANDRADE?
"É preciso chamar o IML"
A revelação, pela coluna, de que o governo de SP colocou em banners nas ruas uma foto do escritor Mário de Andrade que não era reconhecida como sendo dele por especialistas acendeu a polêmica nos meios literários. "Essa foto já está virando questão ideológica. O que incomoda é o Mário ser afrodescendente!", diz o poeta Oswaldo de Camargo, do Museu AfroBrasil, que cedeu a foto. Ele diz que extraiu a imagem dos arquivos do jornal "O Estado de S. Paulo", onde trabalhou. O presidente do museu, Emanoel Araújo, defende Oswaldo:
FOLHA - O que acha da polêmica?
EMANOEL ARAÚJO - É uma das coisas mais provincianas que eu já vi na minha vida. A foto estava num arquivo de um jornal há tantos e tantos anos... O retrato parece Mário, quando muito jovem, né? Todo mundo muda quando velho. Vai fazer o quê, né? Se quiserem levar às últimas conseqüências, é preciso chamar o Instituto Médico Legal [gargalha].
FOLHA - Você acha que é ele?
ARAÚJO - Eu acho que sim. Se não for ele, é o Jards Macalé.
FOLHA - Não tem importância?
ARAÚJO - Nenhuma. Eu não sei se não existe uma outra leitura por debaixo disso.
FOLHA - Qual?
FOLHA - O secretário da Cultura, Carlos Augusto Calil, perguntou "quem é" Oswaldo de Camargo diante de outros especialistas.
Folha de S. Paulo, 26/11/2007 - Coluna Monica Bergamo
sábado, 24 de novembro de 2007
O segundo cérebro
DRAUZIO VARELLA
O INTESTINO é um órgão tão temperamental que os fisiologistas o consideram nosso segundo cérebro.
A seleção natural elegeu mecanismos neurológicos de alta complexidade para assegurar contrações e relaxamentos harmoniosos da musculatura intestinal, com a finalidade de fazer progredir o bolo alimentar: as ondas peristálticas.
Disposta ao longo do tubo digestivo, uma extensa circuitaria de neurônios conectada com o cérebro e com a medula espinhal controla o ritmo dessas ondas. Hormônios e mais de trinta neurotransmissores modulam os impulsos nervosos que trafegam de um neurônio para outro, para proceder ao ajuste fino da movimentação intestinal.
Quando os alimentos caem no estômago, esses neurotransmissores disparam o reflexo gastrocólico, verdadeira ordem para que as alças do intestino iniciem o movimento.
Um dos neurotransmissores mais atuantes nessa transmissão de mensagens é a serotonina. Como conseqüência, fatores que alteram a produção de serotonina ou modificam as características dos receptores aos quais ela se liga causam não apenas transtornos psicológicos, mas desorganizam as ondas peristálticas e podem provocar obstipação (prisão de ventre), diarréia, dispepsia e a síndrome do intestino irritável.
Estudos mostram que de 10% a 20% dos adultos se queixam de obstipação, e que a incidência nas mulheres é duas vezes maior.
Há dois tipos de obstipação crônica: o primeiro é caracterizado por lentidão do trânsito; no segundo, a freqüência das evacuações pode estar normal ou mesmo aumentada, mas o volume é reduzido e as fezes são difíceis de eliminar. Nos dois casos, fica a sensação de esvaziamento incompleto do conteúdo intestinal.
Existe uma tendência entre os gastroenterologistas de considerar a obstipação crônica parte da chamada síndrome do intestino irritável.
Antigamente conhecida como "colite nervosa" ou "síndrome do cólon irritável", nela não encontramos lesões patológicas, mas alterações no mecanismo de sinalização mediado pelos neurotransmissores e por seus receptores, que interferem com as ondas peristálticas, modificando os hábitos digestivos.
O diagnóstico é feito clinicamente, depois que o médico ouviu as queixas, pediu exames e excluiu a possibilidade de enfermidades mais graves. Sintomas como diarréia e prisão de ventre podem ocorrer no câncer de cólon e em doenças inflamatórias como a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn, condições que exigem a realização de colonoscopia, para visualizar e colher amostras do revestimento interno do intestino grosso.
Vários critérios foram estabelecidos para padronizar o diagnóstico da síndrome: dores abdominais aliviadas ao evacuar, fezes amolecidas, evacuações mais freqüentes quando as dores se instalam, distensão abdominal, presença de muco nas fezes e sensação de que a evacuação foi incompleta.
Muitas vezes, os portadores dessa sintomatologia só buscam ajuda após o uso crônico de laxantes, lavagens e tratamentos caseiros inúteis.
São aconselháveis, em todos os casos: hidratação adequada, atividade física, alimentar-se em intervalos regulares e usar o banheiro sempre no mesmo horário para tentar estabelecer um ritmo.
Evitar comidas picantes, muito salgadas, com excesso de condimentos ou conservantes, doces concentrados e alimentos que provocam flatulência (feijão, grão de bico, repolho etc.). É preciso cuidado com o leite: 60% a 70% daqueles com mais de 60 anos apresentam algum nível de intolerância à lactose.
O consumo de fibras deve ser estimulado em caso de obstipação, mas evitado se houver diarréia. As fibras solúveis, como as encontradas em polpas de frutas e alguns cereais, ajudam a formar e compactar o bolo fecal. As insolúveis, presentes na casca das frutas, em alguns cereais e em todas as verduras, não têm capacidade de compactá-lo e funcionam como laxantes.
Embora sempre úteis, essas medidas podem ser insuficientes para controlar os sintomas: boa parte dos pacientes necessita de tratamento medicamentoso.
Não vai longe o tempo em que a síndrome do intestino irritável era interpretada como simples distúrbio alimentar provocado pelo estresse, em pessoas neurastênicas. Hoje, sabemos que se trata de uma doença crônica resultante de alterações neuroquímicas que interferem no ritmo dos movimentos peristálticos. O tratamento exige cuidados dietéticos, orientação médica e até medicamentos de uso prolongado.
Folha de S. PAulo, 24/11/2007
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Leitura do dia.
Deus é brasileiro, mas não sabe onde fica o Pará
PARA A FOLHA, LULA É MACUNAÍMA
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.. “... Lula é de outra espécie. – um tipo de Macunaíma rendido ao pragmatismo fisiológico e corrupto da política brasileira”. (O grifo do Paulo Henrique Amorim)
. Trecho do artigo “Tolices demofóbicas”, publicado nesta segunda-feira, dia 19, na página dois da Folha, por Fernando de Barros e Silva. (Clique aqui para ler - apenas para assinantes da Folha).
. “Macunaíma”, como se sabe é um clássico da literatura brasileira, de Mario de Andrade, de 1928.
. Quem é Macunaíma, o Lula da Folha ?
. Mario de Andrade o define no subtítulo do romance: “O herói sem nenhum caráter”.
. O que mais se sabe desse personagem, o Macunaíma-Lula, da Folha ?
. Vamos recorrer a outro autor clássico do ensaismo brasileiro, Alfredo Bosi.
. Na “História Concisa da Literatura Brasileira”, Editora Cultrix, São Paulo, 1978, diz Bosi: “Simbolicamente, a figura de Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, foi trabalhado como síntese presumido do ‘modo de ser brasileiro’ descrito como luxurioso, ávido, preguiçoso e sonhador ... o ‘herói sem nenhum caráter’ é uma espécie de barro vital, ainda amorfo, a que o prazer e o medo vão mostrando caminhos a seguir, desde o nascimento em plena selva amazônica e as primeiras diabruras glutonas e sensuais, até a chegada a São Paulo moderna em busca do talismã que o gigante Venceslau Pietro Petra havia furtado. Não podendo vencer o estrangeiro por processos normais, Macunaíma apela para a macumba: depois de comer cobra consegue derrotá-lo ... Há transformações cômicas, nascidas da agressividade do instinto contra a técnica: Macunaíma transforma um inglês da cidade no London Bank e toda São Paulo em um imenso bicho-preguiça de pedra.” (Pág. 396)
. Vamos passear agora pela maravilhosa “História da Literatura Brasileira”, de Luciana Stegagno-Picchio, Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1997.
. Quem é Macunaíma? Responde a professora Stegagno-Picchio: “Herói sem caráter, índio-negro e depois branco com olhos azuis, preguiçoso, licencioso, cruel, coração-mole, ávido de dinheiro, malicioso, desleal, capaz de qualquer ardil e coragem ... em busca constante de seu graal individual ...” (Pág. 489).
. Este Máximas e Mínimas é a modesta contribuição do Conversa Afiada ao Dia Nacional Contra o Racismo.
Conversa afiada.
****
sábado, 17 de novembro de 2007
sonâmbulismo
Para os pacientes que querem obter mais informações, o psicólogo Michael Mangan, da Universidade de New Hampshire (EUA), criou o site www.sleepsex.org.
sábado, 10 de novembro de 2007
Porque não te calas
No site do Noblat ele comenta a que irritado, o rei da Espanha, Juan Carlos Aznar I, não hesitou e com o dedo apontado para Hugo Chávez, presidente da Venezuela, ordenou: "Por que você não cala a boca?".
Difícil imaginar a cena. Tudo aconteceu durante a 17ª Cúpula Ibero-Americana. Leia aquiEncontro animado esse!
Foi assim...
09/11/2007 - 08h35 Norte-americano faz site para achar desconhecida por quem se apaixonou
da Efe, em Nova York
Um jovem norte-americano fez sucesso nas edições eletrônicas de jornais nova-iorquinos, após criar um site para encontrar uma mulher por quem se apaixonou durante uma viagem de metrô da cidade.
Patrick Moberg, 21, nascido no estado do Tennessee, avistou uma morena na linha cinco do metrô de Nova York e se apaixonou por ela à primeira vista. Para ele, a jovem era a mulher de seus sonhos.
|
Reprodução |
|
|
|
Americano faz site para desconhecida por quem se apaixonou no metrô de Nova York |
Com o objetivo de encontrá-la, Moberg, que é desenhista, criou o site www.nygirlofmydreams.com, no qual desenhou um esboço da garota, com a frase: "Vi a menina dos meus sonhos no metrô".
Ele pediu também ajuda para encontrá-la, apresentando detalhes do encontro dos dois --como a hora em que a viu e a roupa que a jovem vestia.
Dois dias depois e com a ajuda de um amigo da jovem, Moberg encontrou sua paixão: Claire Hayton, uma estagiária australiana de uma editora.
O desenhista afirmou que não fará mais nenhuma atualização do anúncio via internet. Segundo Moberg, cada um terá que "inventar seu próprio final para a história".
O jovem recebeu muitos e-mails de mulheres dispostas a se relacionar com ele. Entre as mensagens, havia a foto de sua paixão, enviada por um amigo. Mas, por enquanto, Claire quer "apenas amizade".
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
latitude e longitude da sexualidade
REVISTA DA FOLHA – 12/11/2006
cada um com seus problemas
UMBIGO
BANGUELAS
FOFAS
TUDO MENOS ISSO
CAÇA-FANTASMAS
FEITO À MÃO
PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO
SEM TOQUE
MUNDO ANIMAL 1
MUNDO ANIMAL 2
BATGIRL
TRAÇÃO
CALANGO






